Se o tempo passa, passatempo, então passa tudo
Passa vez
Passa boi, passam dias, passam anos.
Passado, passando. PASSOU.
Passa rua que brilhava.
Passa vento, passam tantos. Passa.
Nessa de passar, vai passando. Ando.
Não paro. Me movo pro novo.
Movimento, dor, movimento, fé, movimento sofro, movimento é.
Passa tempo, passa. Tempo passa. Passatempo.
Nesse tempo todo só precisa de tempo.
Tempo atemporal, mas tempo.
Tempo de ter meu tempo. *(NH)
terça-feira, 7 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Olha eu indo...
LUTO. Engraçado como essa palavra se faz presente na vida das pessoas todo dia, seja inconscientemente falando ou até mesmo estampado na cara. Todo dia têm-se escolhas, logo perdas. Todo dia muda-se um pouco, transforma-se um pouco, mesmo que não acrescente nada. Aqui se faz algo não explícito por hora. Se dá minuciosamente. Se não se pensa nisso, mal percebe. Talvez seja esse um dos porquês dos corações apertados sem "motivo" aparente. Talvez seja esse o medo, o desânimo e a fadiga da vida, mas também pode ser aquilo que te motive, que te cative e que o faz seguir. Escolhas, escolhas, escolhas. Na vida tudo tem alguns bons lados. Não são dois para minha pessoa. Sou livre pra me ver em dúvida á tudo e a todo momento. Posso mudar de opinião. Posso mudar meus valores, minhas atitudes. Posso me transformar e evoluir. Mas as vezes me surge ao pé do ouvido alguns ruídos do que já se viveu, um som incomodo tentando me puxar. Me dá um medo, um desespero. E nessa onda me invade uma tristeza, um quê de solidão. Me vejo estranhamente perdida. Daquelas que correm lágrimas por detalhes, por olhares, por desprezo. Bate uma insegurança diante do nada ou tudo dependendo de como se vê, bate um quê de carência, demência, resistência. Cabe somente a restrição, a dúvida e o desconforto. Aquele ruído não tem hora e entra sem avisar. É como uma dor de dente. Incomoda. Diante das escolhas, que hora acredita ser melhor tomar uma decisão? E que decisão tomar? Me apego a uma filosofia antiga, filosofia de mãe. Me apego ao meu coração. Nessa hora não se fala em razão, se fala em sentido. Me apego de um tanto que quando vi já fui escolhida por um lado, e olha que esse lado só se faz bem enquanto há sentindo. No entanto se apegando me sinto, por vezes olho pra trás. Isso ainda pode-se fazer em algumas dúvidas, mas aqui as dúvidas já são por outros carnavais. Porque daquela água, nem essência se dá mais. Já foi, já mudou, já transformou. E sigo nesse fluxo. Olha eu seguindo. "FONDO", indo... *(NH)
Trilha sonora: Tom Jobim - Wave
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Sinto muito
Enquanto houver abraços, há esperança,
Enquanto houver esperança, há movimento,
E nesse movimento de ir, vou me indo,
Vou me permitindo, vou sentindo e,
Sinto muito. Sinto por estar indo, sinto por deixar,
Sinto por ter de escolher e sinto somente.
Sinto tanto que me sinto [só] sentindo, mas sem sentido.
Sinto só. Somente sinto.
Nesse sentir todo não me sinto um todo, nem sinto presença,
Sinto ausência, sinto ânsia, mas ainda sinto.
Vou me indo então, vou lançada, vou com medo, mas indo,
Vou me indo em outra direção.
Calada, atenta, perdida.
Sentindo.
Pressinto. Pré-sinto. Sinto.
Á que se pode apontar esse sentido?
Á que valor e que tamanho é esse que vós dou?
Senti-dó. De quem/á quem?
Vou me indo, indo, fondo.
*(NH)
Trilha sonora: Keane - Somewhere only we know
Enquanto houver esperança, há movimento,
E nesse movimento de ir, vou me indo,
Vou me permitindo, vou sentindo e,
Sinto muito. Sinto por estar indo, sinto por deixar,
Sinto por ter de escolher e sinto somente.
Sinto tanto que me sinto [só] sentindo, mas sem sentido.
Sinto só. Somente sinto.
Nesse sentir todo não me sinto um todo, nem sinto presença,
Sinto ausência, sinto ânsia, mas ainda sinto.
Vou me indo então, vou lançada, vou com medo, mas indo,
Vou me indo em outra direção.
Calada, atenta, perdida.
Sentindo.
Pressinto. Pré-sinto. Sinto.
Á que se pode apontar esse sentido?
Á que valor e que tamanho é esse que vós dou?
Senti-dó. De quem/á quem?
Vou me indo, indo, fondo.
*(NH)
Trilha sonora: Keane - Somewhere only we know
terça-feira, 3 de maio de 2011
Como uma onda...
Eu que tenho tanto sou nada. Mas um nada repleto de tudo. Se me veres como queres, me verá sendo isso ou aquilo, e eu também lhe verei assim. Assim desse jeito tão tudo/nada, estando sempre sendo. Eu que continuo, paro as vezes, mas volto a continuar. Eu que respiro mudanças me sinto mar. Minhas ondas batem, minhas ondas quebram e nunca mais voltam. Ora fico triste, ora desejei que algumas ondas não voltassem, mas sempre me vêem ondas novas, lindas que acabam naquele encontro comigo mesmo em minutos, segundos, centésimos...Tomar-se consciência o faço em alguns momentos. Experimento as ondas no mais puro sentido, mesmo banal pra quem não me vê mar, porém me perco em algumas ondas, me afogo e deixo levar. É tão sossegado, é tão calmo que me sinto morta. E assim faço. Morro pra vida. Em meio á tormenta mais calma que me encontro, percebo algo que me tira o ar. Descubro que já não me faz sentido viver aquelas ondas, passar pela tormenta cegamente. Me vejo inquieta e com medo. Fujo do medo, fujo dos sintomas, me escondo de tudo, menos da angústia. Olha ela ai me fazendo acordar. Olha ela ai me mostrando outras ondas. Eu com minha bagagem pasmo e me torno responsável então. Posso alienar-me conscientemente? Posso escolher o não agora? Sei que sim e é isso que me atordoa. é ser livre pra poder estar na posição que eu achar melhor, seja ela qual for.*(NH)
Trilha sonora: Quase nada - Zeca Baleiro
Trilha sonora: Quase nada - Zeca Baleiro
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Alguém?
Sabe aqueles dias deja vú? Que você acreditava firmemente que não iria voltar e acaba sempre caindo num mesmo ciclo infinitamente? Desculpe se hoje não estou aqui com uma talvez indagação "amiga" que possa lhe fazer refletir sobre algo em sua vida..(apesar que vc pode fazer como diz Bandura e tirar algo observando o comportamento dos outros). "Eu tô um porre. Eu tô me sentindo uma idiota" Não vou falar os motivos, não vou citar ninguém, não vou transferir minhas escolhas á nenhum ser. Quero desabafar minha porcaria de dúvida. Eu não sou noiada, juro. Isso começou a ser uma inquietação que vejo que estou me tornando uma noiada. O problema é que não sei o limite de estar sendo realista/pessimista/projetando ou ficando psicótica mesmo. Não estou conseguindo entender o que está acontecendo. Meu tentar controlar algo não é mais válido. E olhe, me perdoe, mas isso é somente uma defesa que eu sei que criei pra não entrar nesse ciclo novamente. Esses dias estava vendo como mulher é um ser sensível. Sim, o ser humano em si, mas as mulheres são jóias, são mimos. Isso de certa forma me irrita porque eu gostaria de ser mais "macho", ser mais "whatever". Eu me irrito comigo mesmo por estar deixando um eu meio sensível demais aparecer. Cadê aquela porcaria de máscara que me caia muito bem obrigada? Por que é que a gente insiste em sentir? Sim, estou revoltada e "pregando" tudo o que eu falo pra ser o contrário. Isso além de um desabafo, quebra uma certa projeção que vocês possam vir a ter, que uma pessoa que faz psicologia é alguém muito resolvido e super aberto as possibilidades. Desculpa, antes de tudo sou humana, e antes ainda sou um ser confuso, pois sou mulher em essência. Há dias que não quero olhar pra algumas pessoas, ouvir um som se quer que venha entender que seja comigo. Meu astral não está com nada, e sinto informar que essa revolta não é de hoje, nem tem um porque ao certo. Talvez eu tenha milhões de motivos, e alguns sequer imagino, mas na verdade não é isso que está me inquietando e sim o porque dessa angústia toda. Á que sentido? Deus, o que eu fiz de tão errado assim? Preciso culpar alguém e preciso de respostas rápidas. Só por hoje. Freud, sei que você fala do furor curandis, mas hoje eu tô nessa. Sorry. Alguém ai, que não me venha com mais hipóteses me ajuda? Alguém ai que queira adotar minhas dúvidas e cuidar delas como se fossem suas? Alguém? *(NH) to be continued...
Trilha sonora: Mil músicas do Gustavo Lima (muleque cantaaaaaa demás)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Ciente de tudo, ciente do nada.
Por que é que tem que ser assim?
Assim devagarinho sendo um ser tão mudança que nem se sabe.
Porque é que tem que doer?
Eu posso, eu mando em mim.
Dói dum tanto ser assim,
Assim sendo, lançado.
Eu que me responsabilizo pelo que escolho,
Eu que me responsabilizo pelo que quero,
Eu que sendo vou indo, todo esperançoso mas ainda lançado,
Ciente de tudo, ciente do nada.
Porque é que tem que ser assim?
Eu sendo. Eu existência.
É desesperador se ver livre,
Não se ver, só ir.
Sou cego que só vejo quando quero,
E quem disse que o pior cego é aquele que não quer ver?
Aberto estou, abertura sou,
E então sendo assim, estou sendo
[...]
*(NH)
*(NH)
Trilha sonora: Vanessa da Mata - Não me deixe só
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Condenada a ser livre
Esse poder de escolha que me cabe, me tortura. Aqui me vejo livre. Quer mais humano que escolher? Meu medo da decisão me deixa restrita. Me sinto fechada ao novo e não por não querer, por medo do tentar. Medo do escolher e me responsabilizar por aquilo que escolhi. Me sinto pisando em ovos, onde aqui estes.. é tudo ou nada! Desculpem a calmaria, mas meu nome é DRAMA! Vivo assim.. pensando, pensando e pensando. Mas chega uma hora que você precisa de uma resposta. Uma resposta consequente á sua decisão. Quem disse que essa náusea causada pelo vomito de palavras que se lançam ajuda a passar? Quem garante que neste momento o melhor sentido é sair do casulo? Não falo numa posição de não saber profissional, mas sim de um não saber á procura de algo. Aqui sou Nathália, restrita por vezes, tentando ampliar meus sentimentos em busca de desatar os nós. Esta lente que procuro, chama-se eu mesmo. Eu num todo e não dissolvida. Por isso penso ser tão difícil me encontrar. Eu existente mas nem sempre existindo. *(NH)
Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com a coragem.
Jean-Paul Sartre
"Estamos condenados a ser livres"
Jean Paul Sartre
Trilha Sonora: Stereophonics - It Means Nothing
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Caminhante
Pra não chorar, pra me enganar, precisei viver um outro algo que acreditava ser falso, um algo substituto. Ouvi isso de uma amiga hoje e parei pra pensar. E se ela quisesse uma terceira opção de seguir em frente? Ela estaria vivendo uma mentira? Esse tentar não sofrer é algo bom, ruim? Eu que na minha posição de não saber, nada sei. Então, se sentido se dá neste discurso que me fala, quem sou eu pra opinar? Baseando nisso, tomei-me de recordações, momentos que, dessa passagem do não sofrer, encontrei vários sentidos e libertei-me de outros, assim dessa maneira quieta, sem perceber. Doutro exemplo lembro, que nem tanto sucesso tive em relação á troca de sentido. Falo "troca"aqui por acreditar em ciclos, em movimento, em épocas... Hoje o que me permeia é exatamente o mesmo. Não sou fria, tão pouco relaxada demais,.Estou vivendo conforme meus sentimentos ditam. Aqui sentimento alma, vivência, pele. Aqui corpo, mente, momento. Dessa maneira, até mesmo sofrimento que possa ter, consigo manejar, entender e porque não vive-lo. Assim, caminhante, volto para minha inquieta paz. *(NH)
Trilha sonora: The Cranberries-Linger
domingo, 10 de abril de 2011
A que se dá?
De tanto mundo, tantos eus, tantos papéis, tantas obrigações e tantas confusões, o que se dá aqui e alí é o que se dá. Mas esse dar é só agora mesmo. Daqui um tempo, já passa, já muda. Ô mundo estranho com milhares de modos de se enxergar, de se escolher. Ativo-passivo-passivo-ativo... Dúvidas, vontades, conflitos, questionamento, vivência, experiências... Que mundo estranho se dá para mim que não para você? A que atribuo minhas percepções? Quem são os outros que me deram um eu assim, sem entender muito ao certo quem se 'é'. Aqui num momento único, cheio de cansaço e de uma força que se debatem perde-se/ganha-se sentimentos. É um entra e sai, um vem e vai que tão pouco se percebe. Quando aqui se entende por um, outro já vem chegando. É, não é que dessa vida não se têm, nem se vê nada? E embora vivendo vamos, alguns, com o mesmo movimento de entrar e sair, só passam. Desses, que não se permitem, que não se dão algo, sobra, mas que este para mim, mesmo que talvez necessário, não me faz de sobras. Sou inteira e desejo o máximo.
Trilha sonora: Você é linda - Caetano Veloso
Trilha sonora: Você é linda - Caetano Veloso
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Meu sustento, minha dor
Não por nada, nem por ninguém. É pela vida em si. Tomam-se rumos, mudam-se planos. Aqui que não lá, talvez tenha o mesmo desejo, mas maneiras diferentes de lidar, se têm. Eu toda alma, sinto necessidade de corpo. Talvez nem sei. Pode ser que há pensamentos parecidos,mas atitudes distantes. Dispersa me rendi. Não vi, foi rápido. Nesse jogo não há perdedor, a não ser que falemos de armaduras, pois esta perdi á tempos. Atrás de mulher, vem menina. Ela que desarma, ela que projeta. A mulher tá decidida, mas a menina sempre volta. Ai de mim se não escuto. Uma dor gigante no peito se toma. Mais cá entre nós, não reclamo. Vivo. Mas será que no tempo, dividido, fragmentado tens tempo pra mim? A pele exala desejo, e neste balancê há esperanças. Ai de mim que sou tola. Mas mais tola que a rosa, por permitir espinhos em seu sustento sou? Talvez muitos se comparam á poemas pra ser o tal sustento. Me apego então na dor. Permito que esta seja meu alicerce. Assim cresço, assim me abro. Assim me perco, assim me acho. *(NH)
Trilha sonora: Mente Tom e o Arnaldo
Assinar:
Postagens (Atom)




