terça-feira, 21 de agosto de 2012

E então já não era a mesma

E se fazia toda perfume ao cair á noite. Esperou por horas. Seu cigarro queimava no cinzeiro. Todo carro que passava, pensara que era ele. O telefone toca. Uma eufórica angústia se toma. Permite um sorriso tímido. Não era de seu interesse. Retorna então ao ritual de espera, porém agora acompanhada de um dry martini. Sua azeitona, quase nem mexida é algo que se ilumina para Sophia. Questiona-se como seria ser algo não pensante, algo estável. Ri sozinha. Se torna louca, pensa. Volta a olhar para á azeitona. Algo aconteceu. Nesse intervalo de um sorriso tímido e uma azeitona estática. Já não era mais a mesma. Agora a inquietação era de outra ordem. Amedrontou-se, então. Fica sem ar. Derruba o martini. Ele chega. Como de costume, Carlos mal a olha, não se nota o perfume, tão pouco o desejo. Sobe para o banho. Sophia, que já não se sabe o que lhe acontecera, chora. Chora um choro despertar. Pensa em sumir, desistir mas nem sabe de quê. Espera Carlos descer. Recompõe-se. Volta-se o perfume, porém agora algo já se apagou. O cigarro já se queimou e seu martini, ao chão, quase que transparente, se mistura com os restos de poeira do tapete. Pobre Sophia, algo despertou.(NH*)


Trilha sonora: I Put a Spell on You - Nina Simone

sábado, 18 de agosto de 2012

Sei de mim assim?

Dor. Quem sou eu para subestimar uma dor. Dor por si só, apenas falada já dói, inquieta. Como internalizo minhas vivências é que vai me direcionar para um maior enfrentamento ou estancar por um momento. Sei que tenho possibilidades, e sei que permito entrar ou sair de tal momento angustiante. Sei também que todos somos seres únicos, com pensamentos e sentimentos únicos no qual a existência subsidia meus manejos. Assim, por ser único, não cabe a mim ou á ninguém julgar e medir a dor de um outro. Mesmo que passando pela "mesma" situação, nem mesma já é, quanto mais o sentir. Caracteriza-se por julgamento algo pré-conceituado que meus valores se colocam á frente dos sentimentos desse outro, tornando assim então minha moral e somente minha. Posso ter minhas idéias entre moralidades, mas quem sou, para imaginar que o que o outro sente é menos ou mais que tantos? Ninguém é tão algo que sabe d'outros tão bem quando nem de si dá-se conta. Nenhuma dor/angústia/sentimento é de fato falado. É sentir, logo é particular. Posso sentir um luto profundo frente á uma desilusão amorosa que me deixe marcas até quando conseguir elaborar e talvez permitir deixar de lado. Posso também sentir algo passageiro pelo mesma experiência. Posso sentir o que quiser e o quanto drama tiver de vir. Me construo aos poucos, e nessas vivências me modulo e me permito mudar. Cabe a mim, ser subjetivo, saber o que sinto e quanto de profundo há nisso. Somos tanto que não possuímos sabedoria tal grandiosa para conhecermos tanto o que no outro se manifesta. É através do que você conta que sei de algo. Sem saber onde e qual importância tal coisa tem para você, não poderei experimentar pré-julgar algo que talvez nem você tenha se tocado. Tal relação, me permito também colocar como ser humano, pois se cada um cuidasse do que é de fato seu, ( aqui retiro o caráter do desejo do Outro psicanalítico) internamente, talvez, surgiria uma relação de empatia e porque não harmonia em nosso viver? Concluo, que não há nada de errado em pensar o que é a dor para o outro, mas friso, que ao certo, o que penso não é dele e sim meu, portanto, muitas vezes o tentar adivinhar não passa de uma realização de um desejo seu para talvez ajudar este outro ou sentir-se que há um outro que precisa de você. (NH*)

Trilha sonora: Quase sem querer - Legião Urbana

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Posso ser melhor?

Tema da aula: Esperança. Parece meio bobo falar de esperança em sala não? Talvez. Pra mim, que estudo psicologia e até mesmo apenas para refletir na vida, já que meu instrumento de trabalho é a mente, logo qualquer tipo de interação para crescimento positivo, ou apenas reflexão é de grande valia, falar sobre esperança cai muito bem. Sabem que não nego uma queda imensa pela psicanálise e fenomenologia, mas não deixo de lado nada que como já citei, acrescente. Assim, falar de esperança por si mesmo é falar de acrescentar. É acreditar que irá haver mudanças. Mas esse esperar da esperança é movimento. É crença em algo interno que me move até meus objetivos, esses que mesmo materialmente exige esse mover. Na minha concepção de esperança, há um quê de subjetivo, pois me pergunto o que há de valor para as pessoas. Há aqueles que espera ganhar na loteria, aqueles que esperam reatar o namoro, os que esperam vida após a morte, entre outros mil esperar. Há então aqueles que esperam de si mesmo. Superar e melhorar a cada dia. É nesse anseio por sentimentos melhores que a psicologia positiva entra. Porque não começar de mim mesmo uma esperança de conseguir, mesmo que em pequenos passos melhorar minha confiança? E meu respeito por idosos? Cada um sabe o que seria bom melhorar. Todos temos qualidades e defeitos, mas pra que se apegar aos defeitos? Parece clichê o que vou dizer, mas porque então os clichês se repetem tanto? Há demanda. Assim, completando o raciocínio, nossa sociedade, (digo que por mais diferente a cultura, há alguma exigência em relação a ter-e-real desejo, pois em algum momento, acredita que a angústia de não saber o que é meu e do Outro irá se manifestar) permeiam nossos sentimentos de sentidos vazios, que nestes acreditamos ter sentido. Esse ciclo vicioso, por vezes causa desesperanças, depressões, entre outros tipos de incomodo. Assim, de uma maneira nada sútil porém inconsciente imagens de um falso precisar de algo bombardeiam nossa mente. Não precisamos ser radicais e apenas ter esperanças internas, mas podemos tomar-se como hábito pensamentos positivos em relação a si mesmo, a sentimentos bons e qualidades. Não é fácil, mas assim como qualquer outro hábito, cria-se um vínculo interno com algo que lhe cause satisfação, então, porque não se dar liberdade para estar melhor? É um exercício diário que não exige nada além de vontade e esperança de uma melhor qualidade de vida. Assim, tomo a liberdade e cito Becker (1979), no qual em sua experiência dizia que indivíduos com distorções cognitivas ou pensamentos automáticos no qual visavam um futuro ruim, poderiam desenvolver uma depressão, logo uma grande falta de esperança no futuro possibilita doenças psíquicas. Com isso, vemos o quão importante é ter esperança em si para uma melhoria futura. (NH*)


Trilha sonora: Empire Of The Sun - We are the people

terça-feira, 7 de agosto de 2012

E tens tempo pra pensar?

Se a vida pede um novo jeito, assim se surgirá. 
Se de novo me perco no tempo, tempo atemporal se dará. 
Meu tempo, meu jeito, meu quê de querer um novo, só feito de "nós" perturbará. 
Nem só nó, nem só novo, nem só tempo tem que dar. 
Tempo pede nós desatador de nós mesmos assim que tempo chega já. 
Que tempo é esse que persegue novo tempo de ser novo, de ser sempre algo sem ter tempo de procurar?
Que tempo é esse que se perde em tempo, não deixando tempo de se aventurar?
Tempo esse que de novo venho atento, sempre bobo, sempre tento acalmar.
Calma boba que só tempo calma sempre, sem ter pressa de chegar. 
Chega tempo de querer novo mesmo novo sendo outro já não bastar. 
Outros tempos diz aquele que não segue o novo sem deixar.
E há como seguir com tempo algo novo, sem ter tempo pra deixar?
Deixo atendo o tal do tempo, feito tempo á pensar. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mas por si mesmo ou pelos Outros?


Mas então de toda vida se têm um objetivo?
Á quem a não ser a mim mesmo devo contar?
Perguntas como estas se faz/fez/fazer-se-á presente em um momento da vida, ou não. (Há quem do Outro não se questiona nada). Se não me percebo toda, (o que em alguns sentidos não me preencho mesmo) por momentos, me questiono se não só a mim devo me completar. Por horas penso se um ser existente de tanta complexidade não precisa de um Outro ditando-o o que entender. Por si só entenderíamos a essência do ser? Essência esta que por uma busca da verdade precisa-se abdicar de questões ilusórias que nos vêm a mesa? Questões que nas quais não somente nós mesmos concordamos em participar? Ora essa, assim cai em contradição dizendo que não só precisamos, como aceitamos o Outro em nossa vida. De tudo, há sempre lados. Lado que compensa, lado que me atrasa. Antes de existir somente dois lados, há interpretação diferente de cada indivíduo, logo, me atento á dizer que cada um tem seus mil lados á se pensar. Filosofia á parte, penso juntamente com um lado humanizado, já que tenho um quê de psicologia na tal da minha essência (se é que aqui, entendo bem o tema que estou á me aventurar). Soa um tanto convidativo á participar desta questão filosófica da existência, mas não deixando de lado, gostaria de propor um pensamento sobre o sentir. Sentir que podemos estar sendo algo pela "influência" também de Outros causa certa angústia, já que nos configuramos não somente nós por nós mesmos. Não há crescimento sozinho. (Aqui se fala em relação com outros). Assim, começando neste pensamento, pede-se atenção ao que se chama de relacionamentos. Este, que entende-se por qualquer relação com qualquer ser vivo, (sim, gosto de incluir animais, tanto pelo fato de acreditar que eles passam energias para nós e vice e versa, quanto aqui, de uma forma pejorativa, insinuo animais de duas patas andando por ai - DESCULPEM os conservadores- mas sim.) Dizendo assim, incluo que essa angústia, como costumo dizer, é do bem. É algo que se percebe caminhando para a essência. Não há como viver a verdade e se houver, não saberia como continuar, porém, a busca é extremamente importante. Importante que cheguemos ao máximo desta essência, e assim, quando percebemos/substituirmos a falta por outro algo, buscamos novamente. Assim se faz a vida. Por esta questão, venho vagando por respostas não convencionais em relação á perguntas pertinentes. Volta e meia voltam sentimentos antigos, doloridos, que traz a tona buracos descobertos. Que maravilha, penso em relação á crescimento. Que porcaria, penso eu, ser pensante evitando o desprazer e entrar em contato com questões não resolvidas. Ah NH, sua criança mimada. Resolva seus problemas e siga. Mas que petulante esse meu inconsciente trazendo a tona estas questões. A não ser que eu pare e resolva internamente certos incômodos, ele voltará em algum momento, atrapalhando então, minha eterna busca da essência do ser. Da paz, plenitude, que se espera alcançar. Não, não estou me baseando na bíblia. Poderia, mas não. Aqui, tenta-se colocar questões existências baseadas na vivência, o que pra mim inclui-se espiritualidade, psicologia, filosofia, entre tantas outras, porém, tenta-se também não querer ser um Outro ditador e sim facilitador do pensar. Voltando...
Pode-se dizer então que um jeito simples de se entrar em contato com a existência, é o sentir. Sentir e falar sobre isso. Quando se fala, há uma tentativa de expor algo disfarçado. Esse disfarce, vem muitas vezes na proporção que você aguenta lidar naquele momento. Não há confiança plena que este pensar irá ajudar a chegar á uma conclusão sobre, porém, o alívio de dividir a angústia é tão preciosa que por muitas vezes fabrico falta pra ter o que se procurar. Com todo esse descobrir, fico então á convidar á quem se identifica com o pensamento de eterna busca, á entrar em contato com seus "meios", para que se encontrem e encontrem o caminho da procura por sua essência. *(NH)

Trilha sonora: O Último Por do Sol -  Lenine

sábado, 16 de junho de 2012

Que mal se faz?

Em pleno fim de semestre, á meio de relatórios de psicanálise, comportamental, me pego distraída pensando ainda no dia dos namorados e como essa data afeta as pessoas. Na verdade, este é só um nome para introduzir meu pensamento, já que estou atenta á palavra esperar. Porque esperar tanto de uma data simbólica? Porque se preocupar tanto com o que o Outro quer e deseja? Este esperar vem de mim? Espero de mim? O desejo é todo meu? Sim, datas são efeitos capitalistas, porém acredito que isto vai mais além de um efeito de massa. Vai através da condicionalidade. Como assim? Penso que fomos criados para esperar e não acredito ser de todo erro. Esperar, desejar algo é muito importante. Inclusive, é na frustração da falta que desejo surge. Mas este desejo vem de onde? É novamente massa? É meu? Há tantos Outros, que nós perdemos á essência do ser, da condição pensante. Droga, acabo de ser hipócrita, pois amo o dia dos namorados e ainda sim penso. Me questiono então porque ainda esperamos tanto migalhas de mídia, do inventado, do não real? Por mim e de mim sei metade. Sei que eu/desejo/penso que entrar num jogo e aceitar algo dado é mais fácil e em certas ocasiões viver alienado (digo-momentos- não todo sempre, até mesmo porque sempre não há) pode ser apenas viver/deixar. Ao mesmo tempo, contradizendo a mim mesmo, penso que é desejar um desejo de um Outro tão seu, que se perde, portanto acredita-se ser necessário precisar daquilo. Precisar mostrar uma alegria constante, mostrar um quê de angústia de não ter. Não ter e descobrir, dói. Não ter o que não é desejo seu, dói também. Por esses dias ouvi conselhos sobre a dor. Não foi em sala de aula e não foi com alguém doutor. Foi senhor simples cuja vivência equivale a mil destes. Dor, nem sempre é ruim. Dor avisa quando o organismo sente algo estranho. Dor é preparação para cura. Com ela surge paciência (ciência da paz) - sabedoria e cura. Nunca tinha ouvido algo desse ângulo e gostei. Achei que cabe filosofar sobre tal aspecto. Cabe ainda ver a dor positivamente, pois dor já é. Completo aqui, por agora que angústia pode-se gerar felicidade. Descoberta de desejo. O caminho, de fácil nada tem, porém que mal que se têm em se descobrir? (NH*)

sábado, 2 de junho de 2012

Bem pouco

Só nesse nó que aquece
Se vai, então deixe ir,
Se fica, se dê por um todo  
Sobre todas as coisas  
Que fique; claro se faz. 
Pare, pense, respire e fale. 
Fale fale fale. Tire seus nós,
Nós.
Apenas nós.
NH*

terça-feira, 22 de maio de 2012

Por um momento e meio

E por inteira me tomo dúvidas. De inteira me dou aos pedaços. Fracassos, laços. De inteira me redescubro meio. Seio. De inteira me vejo mil. Sem pudor, com culpa, desejo, angústia. Por inteira me questiono, me iludo. Por inteiro nada é. Lugar algum se dá. Então me inquieto. Volto a ser inteira. Inteiramente perdida no nada. Saio de mim por segundos e me vejo. Me sinto, me toco. Talvez me encontro. Talvez eu digo. Talvez metade é mais que inteira. É o que se dá por meio, mas meio inteiro. Meio lá. Lá, onde existe meios pra se chegar ao meio. Lá onde eu posso ser meio sem ser inteiro. Sendo meio mas meio certo. Certo? Volto no estágio ser inteiro. Me nego, esqueço. Inteiro. Meio.(*NH)


Trilha sonora: Meu cunha lindo cantando Meu erro - (Paralamas do sucesso)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Deixa viver!

O entender se torna pálido quando o descaso do crescimento se dá. Há uma impossibilidade de se permitir pro novo de uma tal maneira que algumas palavras fora do vocabulário já conseguem inibir. Volta o medo e a insegurança mas não se nota. Nota angústia, desesperança e tais sentimentos mas não se sabe sua causa. Permitir não é tão fácil. Não se fala em clichê por meras coincidências. Se fala por um saber coletivo. Não se resume á todos simplesmente por tal fato, mas que de novo não se dá quase nada. Criam-se e apóiam-se através do que se têm e do que se pode ter no momento. Espera-se mais. O momento oportuno para um crescer, para um desenvolver, seja ele cognitivo ou um todo sentimental. Não se há importância maior que o próprio umbigo. É necessário um olhar para dentro. Conhecer. Eis que surge esta pergunta á meio de um turbilhão de outras em um determinado estágio de psicologia. É de tal grandeza a necessidade de se conhecer? Como o fazer? A cada um se dá diferente. Há aqueles que é necessário uma ajuda, outros que necessitam do esquecimento de amigos, outros trair alguém. São acontecimentos diários que nos leva a imaginar o porque certas coisas acontecem. Este perguntar talvez tímido e receoso, trás um olhar mais atento para uma questão de anos atrás. De um passado que se faz mais presente que o próprio presente. Não há receita para esquecer um amor, para conquistar um outro. Aqui não falamos de bolo. (A não ser que cabe por um momento falar em metáforas. Mas peralá*, não o fazemos á todo momento? Voltando...) Não podemos determinar nada. Até o tempo tem tempo de ser atemporal. Como podemos então determinar o que se fazer? Então desistir é uma solução? Talvez. As metades serão metades, mas a qualidade dessas metades quem decide somos nós. Cada um sabe o momento de se mover. Esse movimento combina com você. Como chegar á tal conclusão? Depende. Sem regras, sem dedos ou talvez com manejos em algum lugar se chega. É um processo natural. Ir. Talvez você precise voltar, retornar para seguir, pois então retorne. Não há vergonha alguma em dar voltas. Permitir não é simplesmente ir. É entender os erros e aceitar. É saber que nada e ninguém é perfeito, e que erros são necessários para o crescimento. Permitir é aceitar sem culpa, é tentar. É viver e deixar viver. (NH*)

Declaro

E de que adianta?
Me enrolo, me nego, me quebro.
Á que acaso/pessoa devo culpar?
Me deixo.

Ao meio de tropeços, á um jogo de alternâncias,
me altero, me interno, me lanço.
ALTERNO.


Mudo, busco.
Grito o mais silencioso pedido,
e nesse palco não há expectador, a não ser,
eu mesma!

Nesse palco não há atores bem pagos.
Há cena feita de vida, de tantas outras.
Há música que envolve, que desce, que sobe e envolve novamente.
Há buscas constantes de se fabricar algo.

Falta?

E nesse negar, projeto meu, feito pelo meu íntimo tão íntimo que desconheço,
Me avisa, mexe comigo, mas vira e mexe não permito.
Mudo então novamente,
Converto.

Se ao menos me tocasse dos momentos de sublimação, de aquietação,
Mesmo que por um segundo,
Seria o quê então?
Sussego, arrego ou buscai-vos-ei mais?

E para que palavras doces então? De onde vem?
Já não sei se meias verdades cabem meias mentiras,
Já não me alcanço
Nem tento.

Fico.
[NH*]


Trilha sonora: Half Of My Heart - John Mayer